sexta-feira, abril 08, 2005

Desencontros no Porto

No Porto continuo. Mas tal como uma mulher por quem nos apaixonamos e que julgamos perfeita nas primeiras noites até que ela emita gases, ou solte um arrotozito, também alguns "desencontros" no Porto vêm ao de cima. Primeiro foi o ter de ir duas vezes à casa de banho no Guarani, porque à primeira, apesar de o restaurante estar em pleno funcionamento, elas estavam fechadas...

Depois, aquilo que podia ter sido um almoço perfeito, em Gaia, a olhar para a Ribeira, a Sé, o Palácio dos Bispos e a Ponte D. Luís, transformou-se num inferno. O célebre Bogani de célebre não merece muito mais que o local e decoração, tudo o resto foi terceiro mundista e desmerecedor para o local onde está. Logo quando cheguei fui confrontado com a impossibilidade de se trocar um acompanhamento de um prato de batatas fritas, para uma simples salada, mas o pior estava ainda para vir, quando chegou a altura de pedir uma sobremesa. É que, quarenta minutos depois de ter feito o pedido, o empregado vem pedir-me desculpas pela demora, mas as funcionárias da cozinha acabavam de o informar que estavam a começar a fazer o bolo em questão...

Isto num dia em que consegui finalmente visitar o Jardim do Palácio de Cristal, parte do percurso do Romântico da cidade, bem como o Museu do Romântico, locais que me fizeram invejar quem cá mora, porque em Lisboa não há nada assim (a não ser que o próximo edil lisboeta resolva refazer um jardim no Parque Mayer, criando uma mancha verde contínua da Avenida da Liberdade até ao Jardim Botânico, ora aí está uma óptima ideia!).

1 Comments:

At 10:56 da tarde, Blogger iwo said...

Comigo e com o teddy passou-se o seguinte. Íamos para a Galiza e tínhamos umas horas para passear pela cidade. Como a viagem ia ser longa, decidimos comer qualquer coisa, antes de partirmos. Fomos a um restaurante baratucho. Queríamos uma refeição mais leve, mas só havia o menu do dia. A comida até estava razoável, o problema é que nos serviram uma pratada descomunal e nós não estávamos com fome nenhuma. Fizemos uma cara de"Quem é que há-de comer isto tudo?" A empregada, desconfiada porque falávamos em inglês, viu a cara que fizemos e achou que não estávamos a gostar. De maneira que nos trouxe ainda mais não sei o quê para comermos. E assim, quanto mais nós procurávamos tranquilizá-la de que estávamos a gostar, e quanto mais comíamos sem ter fome, mais ela achava que não estávamos a gostar e era exageradamente gentil connosco ao ponto de tanta gentileza começar a irritar. E foi assim. Ah, a vista do restaurante era linda!

 

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